Em muitos anos acompanhando histórias de quem busca recuperar a saúde e a estética do sorriso, vivi de perto os impactos que um simples detalhe pode causar na autoconfiança: a retração gengival. Não é exagero. Se você já sentiu incômodo ao sorrir ou notou dentes ficando "maiores", é provável que alguma vez tenha ouvido sobre o enxerto gengival. Vou explicar, de maneira simples e baseada em evidências, quando esse procedimento é indicado e o que acontece na prática clínica de centros como a Econodent, onde tecnologia e atendimento humanizado caminham juntos.
O que é o enxerto gengival?
Antes de pensar em indicações e procedimentos, é preciso entender o conceito. O enxerto gengival é uma cirurgia odontológica focada em repor ou aumentar a quantidade de gengiva ao redor de um ou mais dentes, geralmente em áreas afetadas pela retração gengival. Percebo que muita gente imagina algo doloroso ou artificial, porém, atualmente, a técnica se baseia no uso de tecidos naturais, com foco em devolver proteção, estabilidade e um resultado discreto.

Quando o enxerto gengival costuma ser indicado?
Uma das perguntas que mais escuto é: em que situações o enxerto gengival realmente resolve o problema? Abaixo, organizo os cenários mais comuns em que eu recomendaria considerar esse procedimento:
- Recessão gengival significativa (quando a gengiva se retrai e expõe a raiz do dente);
- Dentes sensíveis devido à exposição da raiz;
- Estética: quando há desconforto com o formato do sorriso pela retração;
- Preparação para implantação de próteses ou implantes, exigindo gengiva robusta e saudável;
- Correção de gengiva fina e pouco resistente, propensa a novos episódios de retração;
- Casos de inflamação gengival persistente, causada por trauma ou higiene inadequada, onde outras abordagens falharam;
- Prevenção da progressão de doenças periodontais.
Em clínicas como a Econodent, que recebem pacientes tanto por questões estéticas quanto funcionais, observo que a indicação é sempre individualizada. Não se trata apenas de “melhorar o sorriso”, mas de evitar complicações mais sérias, como perda óssea ou de dentes.
As principais técnicas de enxerto gengival
O mundo da odontologia evoluiu bastante e novas técnicas surgiram para dar conforto e segurança ao paciente. Na minha experiência, as três abordagens mais usuais são:
- Enxerto gengival livre: fragmento da mucosa retirado do céu da boca e aplicado na área receptora. Bastante usado para aumentar a faixa de gengiva queratinizada.
- Enxerto de tecido conjuntivo subepitelial: retira-se tecido do palato, mas apenas a camada interna, resultando em melhor estética, ideal para recobrimento radicular.
- Técnica do túnel: menos invasiva, indicada para múltiplos dentes, preservando vascularização e promovendo integração natural do enxerto.
Estudo da UNIFAL‑MG comparou justamente essas abordagens no tratamento de recessões múltiplas, mostrando vantagens estéticas da técnica do túnel, mas eficiência clínica de todas.
Como é realizado o enxerto gengival?
Muitos pacientes chegam tensos, e eu sempre dedico tempo à explicação do passo a passo. O procedimento segue uma sequência clara:
- Diagnóstico e planejamento: Exame clínico detalhado, fotos, análise da situação da gengiva e da mordida.
- Anestesia local: Para garantir conforto, um anestésico é aplicado antes do início da cirurgia.
- Retirada do enxerto: O tecido é cuidadosamente removido do palato (céu da boca), de acordo com a técnica escolhida.
- Posicionamento do enxerto: O fragmento é ajustado e suturado na região receptora, protegendo a raiz exposta ou aumentando a faixa de gengiva.
- Cuidados pós-cirúrgicos: Uso de compressas, analgésicos, antibióticos quando indicados e orientação quanto à alimentação e à higiene.
Sei que essas etapas levantam dúvidas sobre cicatrização. A recuperação costuma ser bem suportada e o desconforto, quando acontece, é temporário e manejável. Segundo um ensaio clínico randomizado duplo-cego, o uso de suturas especiais ou resinas protetoras pode melhorar bastante o conforto pós-operatório.
Detalhes importantes do pós-operatório
Os cuidados após o enxerto gengival interferem diretamente no sucesso da cirurgia. Estudos como o randomizado controlado com 75 pacientes mostram que intervenções menores, como laserterapia ou ozonioterapia, podem acelerar a recuperação. Além disso, cuidados simples como repouso, higiene controlada e uso de agentes químicos, como clorexidina ou ftalocianina já estudados em ensaios clínicos, também auxiliam.
Cuidar do enxerto é tão importante quanto a cirurgia em si.
Quem pode fazer e quem não deve fazer o enxerto gengival?
Nem todos são candidatos ideais ao procedimento. É comum me perguntarem: qualquer pessoa pode? A resposta é não. Há contraindicações que sempre avalio:
- Pacientes com doenças sistêmicas sem controle (diabetes não controlado, por exemplo);
- Tabagistas em excesso, o cigarro prejudica a cicatrização;
- Pessoas com má higiene bucal crônica, sem perspectiva de mudança de hábitos;
- Quem tem alergia a anestésicos específicos ou tendências hemorrágicas graves.
Por outro lado, pessoas motivadas, que entendem os benefícios funcionais e estéticos, costumam se adaptar bem. O sucesso do enxerto depende da técnica, mas também do comprometimento do paciente.
O que esperar dos resultados?
Sempre oriento criar expectativas realistas. Em geral, há:
- Redução sensível da exposição dentária e da sensibilidade aos alimentos;
- Melhora considerável da estética;
- Proteção aumentada contra cáries na região cervical e perda óssea;
- Qualidade de vida superior e maior facilidade para higienização.
Um estudo clínico randomizado demonstrou que espessuras diferentes do enxerto podem trazer resultados semelhantes quanto ao recobrimento e à estabilidade a curto e longo prazo. Isso mostra que o planejamento sob medida, como realizado na Econodent, faz toda diferença.

O cuidado vai além do procedimento
Acredite, o suporte da equipe multiprofissional, métodos tecnológicos modernos e um espaço confortável fazem toda a diferença. É o que encontro todos os dias em clínicas com estrutura como a Econodent. Desde a avaliação inicial até o acompanhamento pós-cirúrgico, tudo é aliado à experiência do paciente, e isso impacta diretamente nos resultados e na satisfação.
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Outra dica preciosa é conhecer os principais erros do marketing digital odontológico que afetam profissionais, ou ainda refletir sobre precificação correta de serviços. Isso também traz impacto na experiência geral dos pacientes.
Conclusão
O enxerto gengival é uma solução segura e natural para quem precisa tratar recessão gengival, melhorar a estética e proteger dentes expostos. Quando bem indicado, planejado e executado, traz resultados duradouros, confortáveis e discretos. Na minha rotina, sempre que abordo o tema com pacientes aqui na Econodent, noto como informações claras ajudam a superar receios e a buscar o melhor tratamento.
Se você busca opções modernas, atendimento cuidadoso e uma equipe preparada para transformar o seu sorriso sem surpresas desagradáveis, agende uma avaliação com a Econodent e descubra como é possível unir saúde, beleza e confiança em um só lugar.
Perguntas frequentes sobre enxerto gengival
O que é enxerto gengival?
Enxerto gengival é uma técnica cirúrgica da odontologia que utiliza tecido, habitualmente retirado do próprio palato da pessoa, para repor ou aumentar a gengiva ao redor dos dentes. O objetivo principal é cobrir raízes expostas, aumentar a proteção dos dentes e melhorar a estética do sorriso.
Quando o enxerto gengival é indicado?
O procedimento é indicado quando há retração gengival grave, sensibilidade por raiz exposta, insatisfação estética com o sorriso ou necessidade de fortalecer a gengiva para próteses e implantes. Também pode ser recomendado para prevenir avanço de doenças gengivais. A decisão deve partir de uma avaliação criteriosa, comum em clínicas como a Econodent.
Como é feito o enxerto gengival?
Após anestesia local, retira-se um fragmento de tecido do palato, que será suturado na área que precisa de mais gengiva. Existem várias técnicas, enxerto livre, enxerto subepitelial ou túnel, que variam de acordo com a necessidade. O pós-operatório exige cuidados simples, mas rigorosos, para garantir boa cicatrização.
Quanto custa um enxerto gengival?
O valor do enxerto gengival depende de fatores como a extensão da área tratada, técnica utilizada, materiais e experiência do profissional. Muitas clínicas oferecem formas facilitadas de pagamento, como a Econodent, com parcelamento e financiamento próprio. O ideal é agendar uma avaliação individual para ter orçamento personalizado.
Enxerto gengival dói?
Durante o procedimento, não há dor graças à anestesia. Pode haver desconforto leve na região doadora (palato) e no local enxertado durante poucos dias. Com o uso de técnicas modernas e orientações pós-cirúrgicas adequadas, a recuperação costuma ser tranquila e bem tolerada.
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